Plano pelo fim da Tuberculose é lançado pelo Ministério da Saúde
A doença está fortemente ligada a grupos de extrema pobreza
Publicado em 29 de junho de 2017
O Ministrio da Sade apresentou hoje (29), em Braslia, o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose. O documento, elaborado por cerca de 50 pessoas e submetido a consulta pblica, busca incorporar a proteo social na agenda de combate tuberculose, j que a doena tem forte ligao com a pobreza.
Segundo a coordenadora geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Denise Arakaki, o plano refora ainda a importncia de se incorporar as caractersticas de cada local do Brasil na formulao de polticas pblicas para a rea.
Tnhamos algumas estratgias locais, mas agora elas vm como uma recomendao nacional. Os estados e municpios precisam conhecer quais os determinantes sociais do seu local e enfrentar, via cincia social, servio social, Bolsa Famlia e outros programas de benefcios sociais.
Outro incremento a aliana entre a pesquisa e a prtica dos gestores, que promoveria uma equidade tambm no planejamento. Ele [o gestor] tem que pensar no que ele identifica como uma lacuna na sua atividade e como ele responde quilo. Os estados e os municpios esto fazendo imensos esforos. A pergunta : ser que os esforos esto nas aes corretas? A nossa ideia tentar ajudar a focalizar, a otimizar os poucos recursos disponveis na nossa rede, disse Denise.
O gerente tcnico do setor de Estratgia da Unitaid, agncia internacional dedicada a facilitar o acesso de populaes pobres a medicamentos para o combate aids, tuberculose e malria, Drurio Barreira, diz que o Brasil, que responde por 33% dos casos do continente americano, deve fazer um dever de casa bastante solitrio.
Para ele, as mortes ocasionadas pela doena so inaceitveis, diante do diagnstico simples e do "acesso universal" ao tratamento oferecido ao doente pelo Sistema nico de Sade (SUS). Em 2015, de acordo com o Ministrio da Sade, a tuberculose provocou o bito de 4,5 mil brasileiros.
As revises adotadas pelo Brasil com o plano no se restringem ao mbito nacional. Elas acompanham uma mudana de paradigma em escala global. No mundo, comentou Barreira, a perspectiva, at 2015, era de controlar a tuberculose. Todos os objetivos de desenvolvimento do milnio [estabelecidas pela Organizao das Naes Unidas] eram baseados em reverter e reduzir, mas era controlar. De 2015 para c, com os objetivos de desenvolvimento sustentvel, a mudana de paradigma levou tentativa de eliminao da tuberculose e outras doenas, esclareceu.
Ele afirmou que a meta deve ser cumprida dentro dos prximos 15 anos e que o objetivo convencer os pases a ter determinao poltica de assumirem o problema da tuberculose como um problema social.
bvio que, como uma doena de determinao social, claramente determinada pela pobreza, s a tecnologia biomdica no vai dar conta, ela ajuda e fundamental. Mas, se voc no atrelar essas medidas de suporte social, voc no elimina a tuberculose, voc vai continuar controlando, e no esse o objetivo.
Dados de 2016 da Organizao Mundial da Sade (OMS) indicam que, em 2015, 10,4 milhes de pessoas adoeceram com tuberculose e 1,1 milho de pessoas soropositivas contraram a doena.
O ministrio informa no plano que os maiores ndices de mortalidade se concentram no Rio de Janeiro e em Pernambuco, com 5 e 4,5 bitos a cada 100 mil habitantes, respectivamente. Empatados, o Distrito Federal e o Tocantins tm as menores taxas, com 0,5. Amazonas e Rio de Janeiro so as unidades com maior risco para a doena.
Contgio e tratamento
Causada por uma bactria chamada de bacilo de Koch, a tuberculose atinge, principalmente, os pulmes, mas pode chegar a outros rgos. Seu principal sintoma a tosse com ou sem catarro e que dura mais de duas semanas. A doena transmitida apenas por via area, quando o doente tosse, fala ou espirra.
Segundo a coordenadora geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Denise Arakaki, o plano refora ainda a importncia de se incorporar as caractersticas de cada local do Brasil na formulao de polticas pblicas para a rea.
Tnhamos algumas estratgias locais, mas agora elas vm como uma recomendao nacional. Os estados e municpios precisam conhecer quais os determinantes sociais do seu local e enfrentar, via cincia social, servio social, Bolsa Famlia e outros programas de benefcios sociais.
Outro incremento a aliana entre a pesquisa e a prtica dos gestores, que promoveria uma equidade tambm no planejamento. Ele [o gestor] tem que pensar no que ele identifica como uma lacuna na sua atividade e como ele responde quilo. Os estados e os municpios esto fazendo imensos esforos. A pergunta : ser que os esforos esto nas aes corretas? A nossa ideia tentar ajudar a focalizar, a otimizar os poucos recursos disponveis na nossa rede, disse Denise.
O gerente tcnico do setor de Estratgia da Unitaid, agncia internacional dedicada a facilitar o acesso de populaes pobres a medicamentos para o combate aids, tuberculose e malria, Drurio Barreira, diz que o Brasil, que responde por 33% dos casos do continente americano, deve fazer um dever de casa bastante solitrio.
Para ele, as mortes ocasionadas pela doena so inaceitveis, diante do diagnstico simples e do "acesso universal" ao tratamento oferecido ao doente pelo Sistema nico de Sade (SUS). Em 2015, de acordo com o Ministrio da Sade, a tuberculose provocou o bito de 4,5 mil brasileiros.
As revises adotadas pelo Brasil com o plano no se restringem ao mbito nacional. Elas acompanham uma mudana de paradigma em escala global. No mundo, comentou Barreira, a perspectiva, at 2015, era de controlar a tuberculose. Todos os objetivos de desenvolvimento do milnio [estabelecidas pela Organizao das Naes Unidas] eram baseados em reverter e reduzir, mas era controlar. De 2015 para c, com os objetivos de desenvolvimento sustentvel, a mudana de paradigma levou tentativa de eliminao da tuberculose e outras doenas, esclareceu.
Ele afirmou que a meta deve ser cumprida dentro dos prximos 15 anos e que o objetivo convencer os pases a ter determinao poltica de assumirem o problema da tuberculose como um problema social.
bvio que, como uma doena de determinao social, claramente determinada pela pobreza, s a tecnologia biomdica no vai dar conta, ela ajuda e fundamental. Mas, se voc no atrelar essas medidas de suporte social, voc no elimina a tuberculose, voc vai continuar controlando, e no esse o objetivo.
Dados de 2016 da Organizao Mundial da Sade (OMS) indicam que, em 2015, 10,4 milhes de pessoas adoeceram com tuberculose e 1,1 milho de pessoas soropositivas contraram a doena.
O ministrio informa no plano que os maiores ndices de mortalidade se concentram no Rio de Janeiro e em Pernambuco, com 5 e 4,5 bitos a cada 100 mil habitantes, respectivamente. Empatados, o Distrito Federal e o Tocantins tm as menores taxas, com 0,5. Amazonas e Rio de Janeiro so as unidades com maior risco para a doena.
Contgio e tratamento
Causada por uma bactria chamada de bacilo de Koch, a tuberculose atinge, principalmente, os pulmes, mas pode chegar a outros rgos. Seu principal sintoma a tosse com ou sem catarro e que dura mais de duas semanas. A doena transmitida apenas por via area, quando o doente tosse, fala ou espirra.
Fonte: Agência Brasil
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