Estados e municípios são os que mais contribuem para sustentar SUS
Publicado em 21 de junho de 2018
Entre 2002 e 2015, o governo federal foi a esfera de gesto que mais utilizou recursos do Sistema nico de Sade (SUS), seguido pela esfera municipal. Apesar disso, foram as prefeituras e os governos estaduais que mais contriburam para sustentar a estrutura, com uma participao que foi sendo gradualmente ampliada ao longo desse perodo.
As concluses so de pesquisadores da Fundao Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministrio da Sade, que lanaram, hoje (20), a publicao Contas do SUS na Perspectiva da Contabilidade Internacional, durante o 1 Simpsio de Economia da Sade. De acordo com o estudo, a Unio comeou garantindo 52% das verbas destinadas rede pblica de sade, cota que seguiu em curva decrescente at atingir 43% em 2015.
No intervalo analisado, as despesas por habitante cresceram 3,5 vezes no nvel federal, 4,9 vezes no nvel estadual e 5 vezes no plano municipal. Os valores despendidos com aes e servios pblicos de sade passaram, de 2002 para 2015, de R$ 24,73 bilhes para R$ 100 bilhes no mbito federal; de R$ 10,75 bilhes para R$ 60,56 bilhes, no estadial; e de R$ 12,05 bilhes para R$ 72,11 no municipal. Englobando as trs esferas, os gastos com sade somaram R$ 232 bilhes em 2015, totalizando 3,94% do Produto Interno Bruto (PIB), proporo que, em 2002, era 3,21%.
Mudanas
Para Anglica Borges, uma das autoras do levantamento, por meio do estudo, notou-se que o protagonismo de entes municipais e estaduais tem promovido mudanas no cenrio de sade do pas, como o aumento dos pontos de Ambulatrio Mdico de Especialidades (Ames). "Os municpios esto, na verdade, cobrindo uma necessidade percebida, que [ter] mais especialidade, que [uma carncia] real", disse Anglica.
A descoberta, segundo a pesquisadora, foi surpreendente. "Fui ver e encontrei So Paulo, com bilhes de reais em Ames, outras prefeituras tambm, para atender a uma demanda do cidado, que no tem aonde ir para consultar com oftalmologista, ir ortopedia, essas coisas que so do dia a dia e a que ele no tem acesso. Nesse perodo, o municpio comeou a bancar isso tambm. Essa leitura da necessidade do cidado o municpio tem melhor, talvez, do que o governo federal."
Avaliando o desempenho das prefeituras como "muito boa", a pesquisadora disse que a deciso de tomar as rdeas da gesto de algumas unidades tem sido uma resposta crise do pas, de cortes oramentrios e medidas tomadas pelo governo Michel Temer. "Agora a gente tem um problema, porque [o governo federal] deu muito suporte a estados - alguns mais, outros menos - e a gente est tendo uma retrao de financiamento que no sei como os municpios vo conseguir dar conta. o que os secretrios falam: o cidado bate na porta do secretrio municipal, no do ministro da Sade."
Objetivo
Anglica disse que a ideia da pesquisa propiciar o monitoramento das contas pblicas sociedade civil, que poder conferir o balano do perodo 2015-2018 no final do ano que vem. Esta a primeira vez que equipes se concentram em colher dados de diversas fontes e reuni-los sob uma forma mais simples e inteligvel. No incio de 2020 dever ser lanado um relatrio que aborda os gastos em sade suplementar, que abrange planos particulares de sade, expondo valores de 2016 e 2017, e outra que revelar o quanto, na prtica, o brasileiro desembolsa em troca de atendimentos.
A pesquisadora elogiou o SUS, admitindo que ela mesma, como mdica, reprovou o projeto, criado pela Constituio Federal de 1988, e acabou mudando de opinio. "Quando o SUS comeou, eu era supercrtica, mas, com o tempo, eu fui me rendendo. A gente mudou a lgica de pas com o SUS. As pessoas tm que se dar conta disso, preservar isso. Criou-se um sentimento de solidariedade."
As concluses so de pesquisadores da Fundao Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministrio da Sade, que lanaram, hoje (20), a publicao Contas do SUS na Perspectiva da Contabilidade Internacional, durante o 1 Simpsio de Economia da Sade. De acordo com o estudo, a Unio comeou garantindo 52% das verbas destinadas rede pblica de sade, cota que seguiu em curva decrescente at atingir 43% em 2015.
No intervalo analisado, as despesas por habitante cresceram 3,5 vezes no nvel federal, 4,9 vezes no nvel estadual e 5 vezes no plano municipal. Os valores despendidos com aes e servios pblicos de sade passaram, de 2002 para 2015, de R$ 24,73 bilhes para R$ 100 bilhes no mbito federal; de R$ 10,75 bilhes para R$ 60,56 bilhes, no estadial; e de R$ 12,05 bilhes para R$ 72,11 no municipal. Englobando as trs esferas, os gastos com sade somaram R$ 232 bilhes em 2015, totalizando 3,94% do Produto Interno Bruto (PIB), proporo que, em 2002, era 3,21%.
Mudanas
Para Anglica Borges, uma das autoras do levantamento, por meio do estudo, notou-se que o protagonismo de entes municipais e estaduais tem promovido mudanas no cenrio de sade do pas, como o aumento dos pontos de Ambulatrio Mdico de Especialidades (Ames). "Os municpios esto, na verdade, cobrindo uma necessidade percebida, que [ter] mais especialidade, que [uma carncia] real", disse Anglica.
A descoberta, segundo a pesquisadora, foi surpreendente. "Fui ver e encontrei So Paulo, com bilhes de reais em Ames, outras prefeituras tambm, para atender a uma demanda do cidado, que no tem aonde ir para consultar com oftalmologista, ir ortopedia, essas coisas que so do dia a dia e a que ele no tem acesso. Nesse perodo, o municpio comeou a bancar isso tambm. Essa leitura da necessidade do cidado o municpio tem melhor, talvez, do que o governo federal."
Avaliando o desempenho das prefeituras como "muito boa", a pesquisadora disse que a deciso de tomar as rdeas da gesto de algumas unidades tem sido uma resposta crise do pas, de cortes oramentrios e medidas tomadas pelo governo Michel Temer. "Agora a gente tem um problema, porque [o governo federal] deu muito suporte a estados - alguns mais, outros menos - e a gente est tendo uma retrao de financiamento que no sei como os municpios vo conseguir dar conta. o que os secretrios falam: o cidado bate na porta do secretrio municipal, no do ministro da Sade."
Objetivo
Anglica disse que a ideia da pesquisa propiciar o monitoramento das contas pblicas sociedade civil, que poder conferir o balano do perodo 2015-2018 no final do ano que vem. Esta a primeira vez que equipes se concentram em colher dados de diversas fontes e reuni-los sob uma forma mais simples e inteligvel. No incio de 2020 dever ser lanado um relatrio que aborda os gastos em sade suplementar, que abrange planos particulares de sade, expondo valores de 2016 e 2017, e outra que revelar o quanto, na prtica, o brasileiro desembolsa em troca de atendimentos.
A pesquisadora elogiou o SUS, admitindo que ela mesma, como mdica, reprovou o projeto, criado pela Constituio Federal de 1988, e acabou mudando de opinio. "Quando o SUS comeou, eu era supercrtica, mas, com o tempo, eu fui me rendendo. A gente mudou a lgica de pas com o SUS. As pessoas tm que se dar conta disso, preservar isso. Criou-se um sentimento de solidariedade."
Fonte: Bruna Casali/JornalismoBarrilFM com informações EBC
Comentários
Últimas Notícias
Esporte
Inter vence o Athletic e garante vaga na Copa do Brasil
Publicado em 13 de maio de 2026
Educação
Débitos do Fies poderão ser renegociados a partir desta quarta-feira
Publicado em 13 de maio de 2026
Segurança
37º BPM promove capacitação contínua para reforçar preparo do efetivo
Publicado em 13 de maio de 2026
Geral
Bons condutores poderão renovar CNH automaticamente após aprovação no Senado
Publicado em 13 de maio de 2026
Saúde
Casos de contaminação por hantavírus no RS em 2026 não têm relação com surto em navio
Publicado em 12 de maio de 2026
Trânsito
PRF atende sinistro com morte em Três Passos
Publicado em 12 de maio de 2026
Geral
AEFW promove encontro sobre segurança pública, PISEG e destinação do Imposto de Renda
Publicado em 12 de maio de 2026
Economia
Governo do Estado arrecada R$ 4,6 bilhões com o IPVA 2026 até o fim do calendário
Publicado em 11 de maio de 2026
Esporte
Inter empata fora de casa, Grêmio é dominado no domingo e semana promete decisões para os gaúchos
Publicado em 11 de maio de 2026
Tempo
RS registra temperatura negativa e mínimas próximas de 0°C nesta segunda-feira
Publicado em 11 de maio de 2026