ANP prepara mudanças na divulgação de preços de combustíveis
Publicado em 14 de agosto de 2018
A Agncia Nacional do Petrleo, Gs Natural e Biocombustveis (ANP) espera apresentar at o fim do ms a minuta de uma nova resoluo para aumentar a transparncia na variao dos preos de derivados do petrleo no Brasil. Segundo o diretor-geral da ANP, Dcio Oddone, entre as medidas estudadas est a proibio da antecipao dos reajustes. As alteraes passariam a ser divulgadas necessariamente em tempo real.
Alm disso, a ideia no permitir que as empresas fixem uma periodicidade para divulgao dos preos e determinar que os dados sejam divulgados para cada ponto de venda. A proposta dever ser submetida a uma consulta pblica antes de ser aprovada pelo rgo. A expectativa de que todo o processo seja concludo at o final de setembro, quando as regras definidas passariam a vigorar.
Segundo Oddone, a resoluo dever trazer regras para os variados agentes da cadeia produtiva do setor do petrleo, incluindo produtores, distribuidores, importadores, postos de combustvel. "Havendo maior transparncia, a sociedade aceita melhor a variao de preos", avaliou o diretor-geral, em evento realizado hoje (13) pelo Grupo Lide, uma organizao privada que rene lderes do setor empresarial.
No ms passado, a ANP j havia anunciado que no pretende adotar nenhuma medida que estabelea uma periodicidade mnima para os reajustes dos preos dos combustveis. A deciso baseou-se nos resultados de uma Tomada Pblica de Contribuies (TCP) que recebeu 146 manifestaes. Segundo Oddone, a avaliao tcnica das colaboraes apontou que a periodicidade mnima no seria uma medida recomendvel. Os resultados da TCP teriam apontado outros caminhos que esto sendo considerados na elaborao da minuta.
Se essas propostas forem adiante e se converterem em resoluo, a pgina virtual da Petrobras precisar ser adaptada. Atualmente, a estatal fornece o reajuste mdio que ser praticado no dia seguinte. "Se essas medidas prevalecerem, os preos praticados tero que ser divulgados instantaneamente no momento de suas mudanas. No mais antecipadamente. E a Petrobras, que hoje publica uma mdia aritmtica dos preos praticados no Brasil, ter que publicar os preos de cada um dos pontos de venda", explica Oddone. Em sua avaliao, as medidas garantiriam mais transparncia e competio, o que beneficia o consumidor.
O Ministrio de Minas e Energia (MME) publicou hoje no Dirio Oficial da Unio uma portaria criando um novo grupo de trabalho para discutir as diretrizes gerais para a nova poltica de comercializao de petrleo, de gs natural. De acordo com a portaria, o grupo ser responsvel por debater, alm da poltica do setor de petrleo e gs natural, tambm as diretrizes para a comercializao de outros hidrocarbonetos fluidos que couberem Unio.
Baixo carbono
Oddone tambm defendeu a acelerao na explorao e produo de petrleo no Brasil. Segundo ele, a mudana para uma economia de baixo carbono um dado real. De acordo com o diretor-geral da ANP, a matriz energtica vai ficar cada vez mais diversificada. Nesse contexto, ele v a necessidade de se explorar as reservas brasileiras de petrleo enquanto elas ainda tm valor, gerando assim riqueza para o pas. "No h mais tempo a perder. Vai sobrar petrleo embaixo da terra quando a era da economia baseada no petrleo acabar. Tomara que no sobre no Brasil".
Nesta avaliao, o ciclo longo da indstria e a demora no processo de licenciamento estariam entre os desafios a serem enfrentados. Conforme estimativa apresentada por Oddone, um contrato para explorao do pr-sal que vier a ser assinado em 2020 s se converter em uma produo de fato por volta de 2028. Oddone se diz ainda favorvel abertura para que cada vez mais empresas estrangeiras atuem no apenas na produo, mas tambm no refino realizado no pas.
Um estudo realizado pela ANP e citado durante a palestra apontou que toda o setor de leo e gs, incluindo as indstrias de biocombustveis e fertilizantes, tem potencial para atrair investimentos no pas da ordem de R$ 2,5 trilhes em 10 anos, o que daria em mdia R$ 250 bilhes por ano. "Isso est muito alm da capacidade de investimento de uma nica companhia. Precisamos ter no Brasil muitas empresas investindo", finalizou Oddone.
Alm disso, a ideia no permitir que as empresas fixem uma periodicidade para divulgao dos preos e determinar que os dados sejam divulgados para cada ponto de venda. A proposta dever ser submetida a uma consulta pblica antes de ser aprovada pelo rgo. A expectativa de que todo o processo seja concludo at o final de setembro, quando as regras definidas passariam a vigorar.
Segundo Oddone, a resoluo dever trazer regras para os variados agentes da cadeia produtiva do setor do petrleo, incluindo produtores, distribuidores, importadores, postos de combustvel. "Havendo maior transparncia, a sociedade aceita melhor a variao de preos", avaliou o diretor-geral, em evento realizado hoje (13) pelo Grupo Lide, uma organizao privada que rene lderes do setor empresarial.
No ms passado, a ANP j havia anunciado que no pretende adotar nenhuma medida que estabelea uma periodicidade mnima para os reajustes dos preos dos combustveis. A deciso baseou-se nos resultados de uma Tomada Pblica de Contribuies (TCP) que recebeu 146 manifestaes. Segundo Oddone, a avaliao tcnica das colaboraes apontou que a periodicidade mnima no seria uma medida recomendvel. Os resultados da TCP teriam apontado outros caminhos que esto sendo considerados na elaborao da minuta.
Se essas propostas forem adiante e se converterem em resoluo, a pgina virtual da Petrobras precisar ser adaptada. Atualmente, a estatal fornece o reajuste mdio que ser praticado no dia seguinte. "Se essas medidas prevalecerem, os preos praticados tero que ser divulgados instantaneamente no momento de suas mudanas. No mais antecipadamente. E a Petrobras, que hoje publica uma mdia aritmtica dos preos praticados no Brasil, ter que publicar os preos de cada um dos pontos de venda", explica Oddone. Em sua avaliao, as medidas garantiriam mais transparncia e competio, o que beneficia o consumidor.
O Ministrio de Minas e Energia (MME) publicou hoje no Dirio Oficial da Unio uma portaria criando um novo grupo de trabalho para discutir as diretrizes gerais para a nova poltica de comercializao de petrleo, de gs natural. De acordo com a portaria, o grupo ser responsvel por debater, alm da poltica do setor de petrleo e gs natural, tambm as diretrizes para a comercializao de outros hidrocarbonetos fluidos que couberem Unio.
Baixo carbono
Oddone tambm defendeu a acelerao na explorao e produo de petrleo no Brasil. Segundo ele, a mudana para uma economia de baixo carbono um dado real. De acordo com o diretor-geral da ANP, a matriz energtica vai ficar cada vez mais diversificada. Nesse contexto, ele v a necessidade de se explorar as reservas brasileiras de petrleo enquanto elas ainda tm valor, gerando assim riqueza para o pas. "No h mais tempo a perder. Vai sobrar petrleo embaixo da terra quando a era da economia baseada no petrleo acabar. Tomara que no sobre no Brasil".
Nesta avaliao, o ciclo longo da indstria e a demora no processo de licenciamento estariam entre os desafios a serem enfrentados. Conforme estimativa apresentada por Oddone, um contrato para explorao do pr-sal que vier a ser assinado em 2020 s se converter em uma produo de fato por volta de 2028. Oddone se diz ainda favorvel abertura para que cada vez mais empresas estrangeiras atuem no apenas na produo, mas tambm no refino realizado no pas.
Um estudo realizado pela ANP e citado durante a palestra apontou que toda o setor de leo e gs, incluindo as indstrias de biocombustveis e fertilizantes, tem potencial para atrair investimentos no pas da ordem de R$ 2,5 trilhes em 10 anos, o que daria em mdia R$ 250 bilhes por ano. "Isso est muito alm da capacidade de investimento de uma nica companhia. Precisamos ter no Brasil muitas empresas investindo", finalizou Oddone.
Fonte: Bruna Casali/JornalismoBarrilFM com informações EBC
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