A disputa pelas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul começa a ganhar forma, mas grande parte das chapas ainda mantém indefinidas as indicações para as suplências. Apesar de terem menos visibilidade que os candidatos titulares, os suplentes possuem papel estratégico nas articulações políticas e podem assumir o mandato em determinadas situações.
No cenário gaúcho, as principais chapas ligadas à esquerda já estão estruturadas. A pré-candidata Manuela D’Ávila (Psol) terá como suplentes o ex-deputado Henrique Fontana (PT) e o vereador de Caxias do Sul Lucas Caregnato (PT).
Já o deputado federal Paulo Pimenta (PT) terá como primeiro suplente o ex-deputado e promotor de Justiça Carlos Eduardo Vieira da Cunha (PDT). A segunda suplência ficará com Tamyres Filgueira (PT), servidora pública que disputou a eleição para a Prefeitura de Porto Alegre.
Entre os partidos de centro e direita, algumas composições ainda estão em negociação. O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL) definiu apenas o segundo suplente, Ernani Mello (PL), ex-candidato à Prefeitura de Erechim. A primeira suplência foi destinada ao PP, que ainda não anunciou o nome escolhido.
O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo) já tem o deputado Sérgio Turra (PP) como primeiro suplente, enquanto a segunda vaga permanece em aberto e deve ser preenchida por um nome do Novo.
O ex-governador Germano Rigotto (MDB) ainda não anunciou nenhum dos suplentes. Segundo ele, os nomes serão divulgados antes da convenção do MDB, marcada para 1º de agosto.
O deputado estadual Frederico Antunes (PSD) também segue com as duas vagas indefinidas. A definição deve ocorrer durante a convenção do partido, prevista para 2 de agosto.
O jornalista Milton Cardoso (PSDB) ainda não apresentou os nomes dos suplentes, mas informou que as negociações estão em fase final.
Já o músico Renato Jaguarão (Cidadania) é, até o momento, o único pré-candidato do campo da direita a apresentar uma chapa completa. A primeira suplência será ocupada pelo vereador de Pelotas Paulo Coitinho, enquanto a segunda ficará com o vereador de Horizontina Cleiton Elias Niesciur.
Suplentes têm papel estratégico nas eleições
Embora tradicionalmente tenham menor destaque durante a campanha, os suplentes ao Senado podem exercer funções importantes ao longo do mandato. Diferentemente das eleições proporcionais, a disputa pelo Senado segue o modelo majoritário, no qual vence o candidato mais votado, sem depender de cálculo de quociente eleitoral.
O cientista político e professor Rodrigo Perla Martins explica que a escolha dos suplentes costuma refletir acordos políticos e estratégias das alianças partidárias.
Segundo ele, as indicações podem funcionar como uma forma de fortalecer coligações e ampliar a representatividade das chapas. Além disso, os suplentes podem assumir o mandato em situações como afastamentos, viagens ou vacância do cargo.
Nas chapas gaúchas, algumas escolhas também buscam ampliar a diversidade política. As composições de Manuela D’Ávila e Paulo Pimenta, por exemplo, incluem suplentes ligados a pautas de representatividade racial e inclusão.
Como estão as chapas ao Senado no RS
Frederico Antunes (PSD)
- 1º suplente: indefinido
- 2º suplente: indefinido
Marcel Van Hattem (Novo)
- 1º suplente: Sérgio Turra (PP)
- 2º suplente: indefinido
Manuela D’Ávila (Psol)
- 1º suplente: Henrique Fontana (PT)
- 2º suplente: Lucas Caregnato (PT)
Milton Cardoso (PSDB)
- 1º suplente: indefinido
- 2º suplente: indefinido
Paulo Pimenta (PT)
- 1º suplente: Carlos Eduardo Vieira da Cunha (PDT)
- 2º suplente: Tamyres Filgueira (PT)
Renato Jaguarão (Cidadania)
- 1º suplente: Paulo Coitinho (Cidadania)
- 2º suplente: Cleiton Elias Niesciur (Cidadania)
Ubiratan Sanderson (PL)
- 1º suplente: indicação do PP (a definir)
- 2º suplente: Ernani Mello (PL)