Anvisa aprova registro de cinco novas canetas à base de semaglutida
Novos medicamentos injetáveis são indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e ampliam as opções disponíveis no mercado brasileiro
Publicado em 29 de julho de 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente conhecida por integrar medicamentos como o Ozempic. As autorizações foram publicadas nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União.

Os medicamentos aprovados são Orsema, da Ranbaxy; Owozy, da Ávita Care; Seemasun, da Sun Pharma; Semavy, da Cosmed; e Zempneo, da Brainfarma.

Segundo a Anvisa, os novos produtos foram registrados com base na comparação com o medicamento de referência Ozempic e são indicados para adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença. O uso é complementar à adoção de dieta e prática de exercícios físicos, especialmente nos casos em que a metformina não pode ser utilizada devido à intolerância ou contraindicações.

Os medicamentos foram registrados na modalidade de desenvolvimento abreviado, destinada a produtos que utilizam princípios ativos já conhecidos. Nesse processo, as empresas precisam comprovar a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos por meio de estudos clínicos, documentação técnica e inspeções nas unidades de fabricação.

As apresentações aprovadas são em solução injetável para aplicação subcutânea, acompanhadas de caneta aplicadora e agulhas.

A Anvisa destacou que a aprovação faz parte de uma estratégia para ampliar a oferta de medicamentos à base de semaglutida no país. Desde 2025, a agência passou a dar prioridade à análise desses produtos após solicitação do Ministério da Saúde, diante da crescente demanda e da necessidade de ampliar o abastecimento do mercado nacional.

De acordo com o órgão, o aumento dos pedidos de registro está relacionado ao desenvolvimento de novas versões sintéticas do hormônio GLP-1 e ao vencimento das patentes de alguns medicamentos, o que deve contribuir para ampliar a concorrência e a disponibilidade desses tratamentos no Brasil.

Fonte: * Vanessa Onci com informações do Correio do Povo
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