Começou a valer nesta terça-feira (1º) a exigência do exame toxicológico para quem vai tirar a primeira habilitação no Rio Grande do Sul. A regra passa a atingir também os candidatos às categorias A e B, destinadas a motocicletas e carros.
Até então, o exame era obrigatório apenas para motoristas das categorias profissionais C, D e E.
A mudança já provocou aumento na procura por laboratórios credenciados em diferentes regiões do Estado. Em Passo Fundo, por exemplo, um laboratório registrou crescimento de aproximadamente 30% na demanda.
Como é feito o exame
O exame é realizado a partir de uma amostra de cabelo ou pelos e não exige preparo prévio. O teste identifica o uso de substâncias como anfetaminas, canabinoides e opiáceos.
A análise pode detectar o consumo de determinadas substâncias em um período que varia de 90 a 180 dias antes da coleta, dependendo do material utilizado.
O exame precisa ser feito em laboratório credenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O valor varia de acordo com o estabelecimento, com preço médio em torno de R$ 130.
Quem precisa fazer
A exigência não vale para quem já havia iniciado o processo de habilitação até segunda-feira (31). Para os demais candidatos, o exame passou a ser obrigatório.
Segundo o Detran-RS, a Permissão para Dirigir só será emitida depois que o resultado negativo do exame for registrado no sistema federal.
Em caso de resultado positivo, o candidato terá que realizar novos exames até que não seja mais detectada a presença das substâncias analisadas.