O fenômeno El Niño deve ganhar força nos próximos meses e atingir seu pico de intensidade entre novembro e dezembro de 2026. As projeções meteorológicas indicam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial pode alcançar níveis históricos, com enfraquecimento gradual a partir do início de 2027.
De acordo com as projeções analisadas pela MetSul Meteorologia, a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, utilizada para monitorar o fenômeno, pode se aproximar de 4°C acima da média durante o período de maior intensidade. Caso essa previsão se confirme, o episódio poderá superar os registros dos eventos mais fortes observados nas últimas décadas.
O fortalecimento do El Niño está relacionado ao enfraquecimento dos ventos alísios, que favorece o deslocamento de águas mais quentes para a porção central e oriental do Pacífico. Esse processo altera a circulação atmosférica e influencia os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.
No Rio Grande do Sul, o fenômeno merece atenção devido à sua associação histórica com o aumento das chuvas e o risco de episódios de precipitação intensa. Para Frederico Westphalen e região, porém, não é possível determinar apenas pela intensidade do El Niño quando e quanto vai chover. A distribuição das precipitações depende também de outros fatores atmosféricos e precisa ser acompanhada nas previsões de curto e médio prazo.
A intensidade do fenômeno não significa, necessariamente, que os impactos serão proporcionalmente maiores em todas as regiões. Cada episódio apresenta características próprias, e a posição das águas mais quentes no oceano, os ventos e a interação com outros sistemas climáticos influenciam os efeitos observados.
A expectativa, conforme as projeções, é de que o El Niño continue se fortalecendo até o fim do ano. A partir do início de 2027, os modelos indicam uma redução gradual de sua intensidade, embora os efeitos sobre o clima possam persistir por mais tempo.