RS já recolheu mais de 10 toneladas de lâmpadas fluorescentes
Ação promove descarte responsável do produto, produto com mercúrio e componentes tóxicos altamente prejudiciais à saúde.
Publicado em 18 de abril de 2018
Com o intuito de promover a logstica reversa e evitar a contaminao do meio ambiente, o Rio Grande do Sul implementou um programa de reciclagem de lmpadas fluorescentes. A iniciativa consiste na definio de pontos de coleta e na destinao ambientalmente correta do produto, que contm mercrio e outros componentes txicos altamente prejudiciais sade.
Desde setembro do ano passado, quando foram escolhidos os primeiros pontos de descarte, mais de 10 toneladas de lmpadas foram recolhidas no RS. O processo coordenado pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel (Sema).
De acordo com o assessor tcnico da Sema, Luiz Nascimento, antigamente as lmpadas eram descartadas no lixo comum, trituradas pelos caminhes e levadas aos aterros para disposio final. "Ao serem quebradas, elas espalham o gs mercrio na atmosfera que, com a chuva, podem contaminar rios, solos e alimentos consumidos pelos seres humanos", alerta o assessor tcnico.
Segundo ele, as lmpadas devem ser coletadas e transportadas sem quebrar. O destino final deve ser um pavilho fechado. L o material destrudo; o gs filtrado; e o vidro e o alumnio, depois de descontaminados, so reaproveitados.
O tema da logstica reversa est na pauta de Estados e municpios desde 2010, quando foi aprovada a Poltica Nacional de Resduos Slidos, que estabeleceu a responsabilidade compartilhada entre o Poder Pblico e os geradores pela destinao dos resduos perigosos ao meio ambiente. Segundo Nascimento, havia a expectativa de que as diretrizes fossem estabelecidas pelo governo federal - assim como foi feito para pneus, embalagens agrotxicas e leos lubrificantes.
Chegou a ser criada pelos principais produtores e importadores de lmpadas uma organizao sem fins lucrativos (Reciclus) que assumiu a responsabilidade de recolher os produtos nos pontos de coleta e bancar as despesas de destinao. No entanto, dois empecilhos entravaram o processo: as empresas fabricantes so estrangeiras e h um prazo para encerrar a comercializao de lmpadas fluorescentes.
Para acelerar o processo, a Sema reuniu-se com outras cinco instituies para formular uma proposta independente do acordo setorial nvel federal. So elas: Fundao Estadual de Proteo Ambiental (Fepam), Fecomrcio, Fiergs, Famurs e Ministrio Pblico.
O trabalho comeou em 2016, com a publicao da Resoluo 333 do Conselho Estadual do Meio Ambiente, que estabeleceu regras para o descarte e o destino final de lmpadas fluorescentes no RS. Ficou definido que os usurios domsticos so responsveis por devolver voluntariamente as lmpadas inservveis em estabelecimentos comerciais pr-determinados como grandes lojas e hipermercados.
Atualmente, h 10 pontos cadastrados pela Reciclus em Porto Alegre, dois em Caxias do Sul e um em Viamo. Cabe aos geradores no domiciliares (indstria e comrcio) arcar com as despesas de contratao de empresas especializadas que realizam o transporte e a destinao do material. Hoje, apenas duas empresas realizam esse servio no Rio Grande do Sul.
Pontos de coleta no interior
A Sema oferece apoio tcnico s prefeituras interessadas em receber orientaes legais sobre a Resoluo 333 do Consema e operacionais sobre a logstica reversas de lmpadas fluorescentes. O objetivo da pasta aumentar o nmero de municpios do interior com pontos de coleta no Rio Grande do Sul. A previso , at o final de 2018, ampliar a quantidade de estabelecimentos cadastrados em cidades-polo, no modelo bancado pela Reciclus.
Em alguns casos, como Estrela e Caxias do Sul, a prefeitura reuniu o comrcio local e encontrou solues para o recolhimento e o destino das lmpadas fluorescentes. Segundo Nascimento, outros municpios esto com aes semelhantes em fase de implantao. Estima-se que mais de 50 municpios gachos j esto realizando esse tipo de trabalho.
Descarte responsvel
Por serem resduos perigosos, devido presena do mercrio, que um metal txico, as lmpadas fluorescentes no podem ser descartadas nas coletas regulares. Ao contrrio das lmpadas incandescentes, as fluorescentes so fabricadas com componentes txicos como alumnio, cdmio, brio, chumbo, cromo, nquel e mercrio. Os metais jogados na natureza, principalmente o mercrio, causam diversos efeitos nocivos aos seres vivos. A inalao do mercrio, quando uma lmpada se rompe, tambm altamente prejudicial sade humana.
Participam da logstica reversa lmpadas dos seguintes tipos: fluorescentes compactas e tubulares; de vapor de mercrio, sdio ou metlico; e luz mista.
Desde setembro do ano passado, quando foram escolhidos os primeiros pontos de descarte, mais de 10 toneladas de lmpadas foram recolhidas no RS. O processo coordenado pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel (Sema).
De acordo com o assessor tcnico da Sema, Luiz Nascimento, antigamente as lmpadas eram descartadas no lixo comum, trituradas pelos caminhes e levadas aos aterros para disposio final. "Ao serem quebradas, elas espalham o gs mercrio na atmosfera que, com a chuva, podem contaminar rios, solos e alimentos consumidos pelos seres humanos", alerta o assessor tcnico.
Segundo ele, as lmpadas devem ser coletadas e transportadas sem quebrar. O destino final deve ser um pavilho fechado. L o material destrudo; o gs filtrado; e o vidro e o alumnio, depois de descontaminados, so reaproveitados.
O tema da logstica reversa est na pauta de Estados e municpios desde 2010, quando foi aprovada a Poltica Nacional de Resduos Slidos, que estabeleceu a responsabilidade compartilhada entre o Poder Pblico e os geradores pela destinao dos resduos perigosos ao meio ambiente. Segundo Nascimento, havia a expectativa de que as diretrizes fossem estabelecidas pelo governo federal - assim como foi feito para pneus, embalagens agrotxicas e leos lubrificantes.
Chegou a ser criada pelos principais produtores e importadores de lmpadas uma organizao sem fins lucrativos (Reciclus) que assumiu a responsabilidade de recolher os produtos nos pontos de coleta e bancar as despesas de destinao. No entanto, dois empecilhos entravaram o processo: as empresas fabricantes so estrangeiras e h um prazo para encerrar a comercializao de lmpadas fluorescentes.
Para acelerar o processo, a Sema reuniu-se com outras cinco instituies para formular uma proposta independente do acordo setorial nvel federal. So elas: Fundao Estadual de Proteo Ambiental (Fepam), Fecomrcio, Fiergs, Famurs e Ministrio Pblico.
O trabalho comeou em 2016, com a publicao da Resoluo 333 do Conselho Estadual do Meio Ambiente, que estabeleceu regras para o descarte e o destino final de lmpadas fluorescentes no RS. Ficou definido que os usurios domsticos so responsveis por devolver voluntariamente as lmpadas inservveis em estabelecimentos comerciais pr-determinados como grandes lojas e hipermercados.
Atualmente, h 10 pontos cadastrados pela Reciclus em Porto Alegre, dois em Caxias do Sul e um em Viamo. Cabe aos geradores no domiciliares (indstria e comrcio) arcar com as despesas de contratao de empresas especializadas que realizam o transporte e a destinao do material. Hoje, apenas duas empresas realizam esse servio no Rio Grande do Sul.
Pontos de coleta no interior
A Sema oferece apoio tcnico s prefeituras interessadas em receber orientaes legais sobre a Resoluo 333 do Consema e operacionais sobre a logstica reversas de lmpadas fluorescentes. O objetivo da pasta aumentar o nmero de municpios do interior com pontos de coleta no Rio Grande do Sul. A previso , at o final de 2018, ampliar a quantidade de estabelecimentos cadastrados em cidades-polo, no modelo bancado pela Reciclus.
Em alguns casos, como Estrela e Caxias do Sul, a prefeitura reuniu o comrcio local e encontrou solues para o recolhimento e o destino das lmpadas fluorescentes. Segundo Nascimento, outros municpios esto com aes semelhantes em fase de implantao. Estima-se que mais de 50 municpios gachos j esto realizando esse tipo de trabalho.
Descarte responsvel
Por serem resduos perigosos, devido presena do mercrio, que um metal txico, as lmpadas fluorescentes no podem ser descartadas nas coletas regulares. Ao contrrio das lmpadas incandescentes, as fluorescentes so fabricadas com componentes txicos como alumnio, cdmio, brio, chumbo, cromo, nquel e mercrio. Os metais jogados na natureza, principalmente o mercrio, causam diversos efeitos nocivos aos seres vivos. A inalao do mercrio, quando uma lmpada se rompe, tambm altamente prejudicial sade humana.
Participam da logstica reversa lmpadas dos seguintes tipos: fluorescentes compactas e tubulares; de vapor de mercrio, sdio ou metlico; e luz mista.
Fonte: Kelly Wirganovicz / JornalismoBarrilFM com informações GOV RS
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