Banco Mundial alerta para aumento da pobreza no Brasil
Segundo a instituição, número de pessoas que vivem na pobreza subiu 7,3 milhões desde 2014, atingindo 21% da população, ou 43,5 milhões de brasileiros.\r\n
Publicado em 05 de abril de 2019
Um relatrio do Banco Mundial divulgado nesta quinta-feira (04) afirma que a pobreza aumentou no Brasil entre 2014 e 2017, atingindo 21% da populao (43,5 milhes de pessoas).
O documento intitulado Efeitos dos ciclos econmicos nos indicadores sociais da Amrica Latina: quando os sonhos encontram a realidade, demonstra que o aumento da pobreza nesse perodo foi de 3%, ou seja, um nmero adicional de 7,3 milhes de brasileiros passou a viver com at US$ 5,50 por dia.
No ano de 2014, o total de brasileiros que viviam na pobreza era de 36,2 milhes (17,9%). O quadro negativo teve incio com a forte recesso que o pas atravessou a partir do segundo semestre daquele ano, que durou at o fim de 2016.
O Banco Mundial avalia que o fraco crescimento da Amrica Latina e Caribe, especialmente na Amrica do Sul, afetou os indicadores sociais no Brasil, pas que possui um tero da populao de toda a regio.
Para a regio da Amrica Latina e Caribe, o crescimento deve ser menor do que o do Brasil. As estimativas iniciais eram de 1,7%, mas, no mais recente relatrio, elas despencaram para 0,9%, puxadas pelo pssimo desempenho da Venezuela. O crescimento da Amrica do Sul tambm dever sentir os efeitos da crise venezuelana, ficando em apenas 0,4%.
O relatrio destaca as incertezas quanto reforma da Previdncia, afirmando que sua aprovao "depende da formao de coalizes", uma vez que o partido governista no tem maioria no Congresso. A instituio elogia o Brasil por buscar um programa "ambicioso" de reformas, mas afirma que o pas o caso mais preocupante na regio depois da Venezuela.
O Brasil dever ter um dficit fiscal de 6,9% do PIB em 2019 e um dficit primrio de 1,2% do PIB. A dvida pblica deve corresponder a 80% do PIB.
"As perspectivas de crescimento para este ano no mostram uma melhora substancial em relao a 2018, como consequncia do crescimento dbil ou negativo nas trs maiores economias da regio Brasil, Mxico e Argentina e do colapso total na Venezuela", afirma o relatrio. Se excludos os nmeros venezuelanos, o PIB da Amrica do Sul teria alta de 1,8% em 2019.
O relatrio afirma que os programas sociais podem ser os mais eficazes amortecedores dos choques econmicos. Segundo o economista-chefe do Banco Mundial para a Amrica Latina e Caribe, Carlos Vgh, essas iniciativas so comuns em pases desenvolvidos, mas no nessa regio.
"A regio deve desenvolver, alm dos programas estruturais existentes, ferramentas de rede de segurana social que possam apoiar os pobres e os mais vulnerveis durante o ciclo de baixa nos negcios", afirma o relatrio.
O Banco Mundial afirma que a Amrica latina e Caribe a regio com os indicadores mais volteis em todo o mundo por ser exposta a fatores externos (como preos das commodities e liquidez internacional) e instabilidades institucionais e polticas.
O Banco Mundial analisou trs indicadores: taxa de desemprego, pobreza e necessidades bsicas insatisfeitas (habitao, educao e saneamento).
O documento intitulado Efeitos dos ciclos econmicos nos indicadores sociais da Amrica Latina: quando os sonhos encontram a realidade, demonstra que o aumento da pobreza nesse perodo foi de 3%, ou seja, um nmero adicional de 7,3 milhes de brasileiros passou a viver com at US$ 5,50 por dia.
No ano de 2014, o total de brasileiros que viviam na pobreza era de 36,2 milhes (17,9%). O quadro negativo teve incio com a forte recesso que o pas atravessou a partir do segundo semestre daquele ano, que durou at o fim de 2016.
O Banco Mundial avalia que o fraco crescimento da Amrica Latina e Caribe, especialmente na Amrica do Sul, afetou os indicadores sociais no Brasil, pas que possui um tero da populao de toda a regio.
Para a regio da Amrica Latina e Caribe, o crescimento deve ser menor do que o do Brasil. As estimativas iniciais eram de 1,7%, mas, no mais recente relatrio, elas despencaram para 0,9%, puxadas pelo pssimo desempenho da Venezuela. O crescimento da Amrica do Sul tambm dever sentir os efeitos da crise venezuelana, ficando em apenas 0,4%.
O relatrio destaca as incertezas quanto reforma da Previdncia, afirmando que sua aprovao "depende da formao de coalizes", uma vez que o partido governista no tem maioria no Congresso. A instituio elogia o Brasil por buscar um programa "ambicioso" de reformas, mas afirma que o pas o caso mais preocupante na regio depois da Venezuela.
O Brasil dever ter um dficit fiscal de 6,9% do PIB em 2019 e um dficit primrio de 1,2% do PIB. A dvida pblica deve corresponder a 80% do PIB.
"As perspectivas de crescimento para este ano no mostram uma melhora substancial em relao a 2018, como consequncia do crescimento dbil ou negativo nas trs maiores economias da regio Brasil, Mxico e Argentina e do colapso total na Venezuela", afirma o relatrio. Se excludos os nmeros venezuelanos, o PIB da Amrica do Sul teria alta de 1,8% em 2019.
O relatrio afirma que os programas sociais podem ser os mais eficazes amortecedores dos choques econmicos. Segundo o economista-chefe do Banco Mundial para a Amrica Latina e Caribe, Carlos Vgh, essas iniciativas so comuns em pases desenvolvidos, mas no nessa regio.
"A regio deve desenvolver, alm dos programas estruturais existentes, ferramentas de rede de segurana social que possam apoiar os pobres e os mais vulnerveis durante o ciclo de baixa nos negcios", afirma o relatrio.
O Banco Mundial afirma que a Amrica latina e Caribe a regio com os indicadores mais volteis em todo o mundo por ser exposta a fatores externos (como preos das commodities e liquidez internacional) e instabilidades institucionais e polticas.
O Banco Mundial analisou trs indicadores: taxa de desemprego, pobreza e necessidades bsicas insatisfeitas (habitao, educao e saneamento).
Fonte: O Globo
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