STF tem maioria a favor da criminalização da homofobia
Publicado em 24 de maio de 2019
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quinta-feira, (23) maioria de seis votos a favor da criminalizao da homofobia como forma de racismo. Apesar do placar da votao, o julgamento foi suspenso e ser retomado no dia 5 de junho.
At o momento, a Corte est declarando a omisso do Congresso em aprovar a matria e determinado que o crime de racismo seja enquadrado nos casos de agresses contra o pblico LGBT (lsbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) at que a norma seja aprovada pelo Parlamento.
O julgamento comeou em fevereiro e foi retomado nesta tarde com as manifestaes da ministra Rosa Weber e do ministro Luiz Fux, tambm favorveis criminalizao. Com os votos de Weber e Fux, ficou formada a maioria com os votos de Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Lus Roberto Barroso, alm do relator, Celso de Mello.
Em seu voto, Rosa Weber entendeu que a Constituio obrigou o Congresso a aprovar medidas para punir comportamentos discriminatrios, que inclui as condutas direcionadas comunidade LGBT. Segundo a ministra, o comando constitucional no cumprido desde a promulgao da Carta Magna, em 1988.
"A mora do Poder Legislativo em cumprir a determinao que lhe foi imposta est devidamente demonstrada. A existncia de projetos de lei no afasta a mora inconstitucional, que somente se d com a efetiva concluso do processo legislativo", disse.
Em seguida Fux tambm concordou com a tese de morosidade do Congresso e afirmou que as agresses contra homossexuais no so fatos isolados. "A homofobia se generalizou, muito embora, quando o STF julgou a unio homoafetiva, as cenas de violncia explcita homofbicas diminuram", disse.
O caso discutido na Ao a Direta de Inconstitucionalidade por Omisso (ADO) n 26 e no Mandado de Injuno n 4.733, aes protocoladas pelo PPS e pela Associao Brasileiras de Gays, Lsbicas e Transgneros (ABGLT) e das quais so relatores os ministros Celso de Mello e Edson Fachin.
As entidades defendem que a minoria LGBT deve ser includa no conceito de "raa social", e os agressores, punidos na forma do crime de racismo, cuja conduta inafianvel e imprescritvel. A pena varia entre um e cinco anos de recluso, de acordo com a conduta.
Na abertura da sesso de hoje, por maioria de votos, a Corte decidiu continuar o julgamento mesmo diante da deliberao da Comisso de Constituio e Justia (CCJ) do Senado Federal, que aprovou ontem (22) a mesma matria, tipificando condutas preconceituosas contra pessoas LGBT.
Fonte: Agência Brasil
Comentários
Últimas Notícias
Geral
Mostra Literária destaca legado de Maria Firmina dos Reis no Sesc Frederico Westphalen
Publicado em 26 de fevereiro de 2026
Geral
Legislativo apoia proposta da AEFW e encaminha Indicação ao Executivo para envio de projeto de modernização do sistema de atestados médicos
Publicado em 26 de fevereiro de 2026
Geral
Gestores articulam em Brasília ampliação de moradias para municípios da região
Publicado em 26 de fevereiro de 2026
Geral
Prefeitos de FW e Taquaruçu do Sul alinham projeto de pavimentação em trecho que liga os dois municípios
Publicado em 26 de fevereiro de 2026
Geral
Mais de 300 empresários participam de encontro da Cresol com o BNDES no norte do RS
Publicado em 25 de fevereiro de 2026
Saúde
Dengue segue sendo preocupação
Publicado em 25 de fevereiro de 2026
Segurança
Brigada Militar apreende fios de cobre durante a madrugada em Frederico Westphalen
Publicado em 25 de fevereiro de 2026
Esporte
Etapa municipal do Circuito Sesc de Verão 2026 conhece seus campeões
Publicado em 24 de fevereiro de 2026
Geral
Rio Grande do Sul inicia hoje distribuição de vacina nacional contra a dengue
Publicado em 24 de fevereiro de 2026
Geral
Presidente da Cotrifred entrega convites ao prefeito de FW
Publicado em 24 de fevereiro de 2026