O senador Romário (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira (30) que abriu mão do salário correspondente ao período em que estará afastado de Brasília para participar da cobertura da Copa do Mundo como comentarista da CazéTV.
Segundo o parlamentar, um ofício foi encaminhado à Presidência do Senado na segunda-feira (29), formalizando a renúncia ao salário de forma retroativa entre os dias 11 de junho e 19 de julho, período em que acompanhará a competição.
Em pronunciamento por videoconferência no plenário, Romário afirmou que decidiu não pedir licença do mandato para continuar participando das atividades legislativas, especialmente das discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1.
"Voluntariamente, abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa. Ao mesmo tempo, estarei aqui, como estou agora, honrando a confiança que o povo do Rio de Janeiro me deu para representá-lo no Senado", declarou.
O salário bruto de um senador é de R$ 46,3 mil mensais. Considerando os 39 dias previstos para a cobertura da Copa do Mundo — caso o Brasil avance até a final da competição —, Romário deixará de receber o equivalente ao período correspondente de sua remuneração parlamentar.
A decisão recebeu apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que elogiou o senador e afirmou que ele continua representando o país tanto por sua trajetória no futebol quanto pelo trabalho no Legislativo.
Apesar da renúncia ao salário durante a cobertura do torneio, Romário tem sido alvo de críticas nas redes sociais e entre parlamentares por sua frequência em Brasília. Desde o início do calendário legislativo de 2026, o senador esteve em atividade por cerca de dois meses, após retornar ao mandato em 16 de abril, depois de um período de licença iniciado em dezembro do ano passado.