O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (6), reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, a Taxa Selic passa de 14,25% para 14% ao ano.
Este é o quarto corte consecutivo promovido pelo Copom, que vem ajustando a política monetária diante dos sinais de desaceleração da inflação e da economia. A decisão foi tomada durante reunião realizada na sede do Banco Central, em Brasília.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Juros mais elevados encarecem o crédito, reduzindo o consumo e os investimentos. Já a redução da taxa tende a estimular a atividade econômica, tornando empréstimos e financiamentos mais acessíveis para consumidores e empresas.
Em nota, o Banco Central afirmou que o novo ajuste é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ao mesmo tempo em que contribui para suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer a geração de empregos.
O Copom também destacou que o cenário internacional ainda exige cautela, citando as incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio e às políticas monetárias adotadas por economias avançadas, fatores que podem aumentar a volatilidade dos mercados e dos preços de commodities.
No cenário interno, o Banco Central observou que os indicadores mais recentes apontam uma moderação gradual da atividade econômica, embora o mercado de trabalho permaneça aquecido. A inflação também apresentou desaceleração, mas ainda segue acima da meta estabelecida.
De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial ficou em 0,06% em julho. No acumulado de 12 meses, o índice atingiu 4,52%, ligeiramente acima do teto da meta, que é de 4,5%.
A taxa Selic havia permanecido em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, o maior patamar em quase duas décadas. Desde então, o Banco Central iniciou um ciclo de redução dos juros, acompanhando a trajetória de desaceleração da inflação, embora fatores externos, como os conflitos no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços de combustíveis e alimentos, ainda imponham desafios ao ritmo dos cortes.