Trabalhadores informais que mantêm as contas em dia passam a contar, a partir desta terça-feira (11), com uma nova opção de crédito por meio do programa Desenrola. A modalidade, chamada Desenrola Adimplentes, foi criada para beneficiar quem não possui dívidas em atraso, mas busca condições melhores para organizar os compromissos financeiros.
A principal proposta é permitir que empréstimos contratados anteriormente, especialmente aqueles com taxas mais elevadas, sejam substituídos por uma operação com juros de até 1,99% ao mês. O limite de crédito pode chegar a R$ 15 mil.
A medida integra um pacote anunciado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito e estimular o bom histórico de pagamento dos consumidores. Também fazem parte das ações uma linha destinada a estudantes e ex-estudantes que estão em dia com o Fies e medidas direcionadas a trabalhadores com carteira assinada.
Criado inicialmente para ajudar brasileiros que estavam com dívidas atrasadas, o Desenrola agora amplia sua atuação para quem consegue manter os pagamentos em dia. Desde o lançamento, em 2023, o programa já alcançou cerca de 7,5 milhões de famílias, segundo o governo.
Cuidado com falsas ofertas
Com a ampliação das medidas, o Ministério da Fazenda reforça o alerta para tentativas de golpe envolvendo o programa.
Criminosos têm utilizado anúncios falsos, mensagens e links na internet para oferecer supostas renegociações e linhas de crédito. A orientação é não fornecer dados pessoais ou bancários a partir de links recebidos por SMS, aplicativos de mensagens ou redes sociais.
O governo informa que os procedimentos relacionados ao Desenrola devem ser realizados diretamente pelas instituições financeiras participantes. Não há necessidade de intermediários ou de acesso a páginas desconhecidas para solicitar a operação.
Um levantamento do NetLab/UFRJ encontrou 544 anúncios fraudulentos relacionados ao tema nas plataformas da Meta entre abril e junho. Parte das publicações utilizava inteligência artificial e imagens de órgãos públicos e empresas conhecidas para tentar convencer as vítimas de que as ofertas eram legítimas.
A recomendação é buscar informações somente pelos canais oficiais do Ministério da Fazenda e das instituições financeiras envolvidas.