STJ marca para setembro julgamento de recurso sobre penas dos condenados no Caso Kiss
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça analisa, em 15 de setembro, recurso que pode manter as penas reduzidas ou restabelecer as condenações definidas no júri de 2021.
Publicado em 21 de agosto de 2026
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para o dia 15 de setembro o julgamento do recurso especial apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em relação às penas dos quatro condenados pelo incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria.

A Sexta Turma do STJ vai analisar se as penas definidas atualmente serão mantidas ou se deverão voltar aos valores estabelecidos pelo Tribunal do Júri, em 2021. A sessão será presencial, a partir das 14h, no plenário do STJ, em Brasília, e terá transmissão pelo canal do tribunal no YouTube.

Em agosto de 2025, a 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) manteve a validade do júri, mas decidiu, por unanimidade, reduzir as penas dos quatro condenados.

Confira as penas

  • Elissandro Callegaro Spohr: 12 anos de prisão — anteriormente, 22 anos e 6 meses.
  • Mauro Londero Hoffmann: 12 anos — anteriormente, 19 anos e 6 meses.
  • Marcelo de Jesus dos Santos: 11 anos — anteriormente, 18 anos.
  • Luciano Bonilha Leão: 11 anos — anteriormente, 18 anos.

O julgamento será relatado pela desembargadora convocada Nilsoni de Freitas.

Recursos no STJ

O processo chegou ao STJ em fevereiro de 2026 e reúne recursos apresentados pelo Ministério Público e pelas defesas dos réus. Os quatro condenados — Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, e Mauro Londero Hoffmann, sócios da boate; Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira; e Luciano Bonilha Leão, assistente de palco — questionam aspectos relacionados aos crimes de homicídio qualificado e à validade de atos do processo.

Atualmente, nenhum dos quatro cumpre pena em regime fechado.

O que dizem as defesas

O advogado Jean Severo, que representa Luciano Bonilha Leão, afirmou que a defesa acredita na manutenção das penas definidas pelo TJRS. Segundo ele, embora Luciano continue sustentando sua inocência, já cumpriu a pena que lhe foi imposta e busca seguir a vida ao lado da família.

Já o advogado Jader Marques, que representa Elissandro Callegaro Spohr, afirmou que o julgamento representa mais uma oportunidade para a análise técnica das questões jurídicas apresentadas no recurso. A defesa também declarou confiar na aplicação das regras e súmulas que tratam da dosimetria das penas.

As demais defesas foram procuradas pela reportagem, mas não haviam se manifestado até a publicação. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

O incêndio na Boate Kiss aconteceu na madrugada de 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, e deixou 242 pessoas mortas e mais de 600 feridas. O caso é considerado uma das maiores tragédias da história recente do Rio Grande do Sul.

Fonte: * Vanessa Onci com informações da GZH
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