Brasil registra queda no desemprego e chega a 5,3%
Número de pessoas ocupadas chega a 103,3 milhões, maior contingente registrado pelo IBGE
Publicado em 27 de agosto de 2026
Compartilhar
A- A A+

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril, quando a taxa estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 0,3 ponto percentual.

A população desocupada ficou em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 503 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve queda de 299 mil pessoas nessa condição.

Número de ocupados bate recorde

O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior resultado da série histórica do IBGE. O contingente cresceu 1% no trimestre, com a entrada de aproximadamente 1 milhão de pessoas no mercado de trabalho.

O nível de ocupação alcançou 58,9%, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

A taxa de subutilização também recuou e ficou em 13%, ante 13,8% no trimestre anterior. Já a população subutilizada foi estimada em 14,9 milhões de pessoas.

Outro indicador que apresentou queda foi o desalento. O número de pessoas que desistiram de procurar trabalho caiu para 2,3 milhões, redução de 9,7% no trimestre e de 14,1% em um ano.

Carteira assinada e informalidade

O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, o maior contingente da série histórica. Já os empregados sem carteira somaram 13,8 milhões, crescimento de 3,6% em relação ao trimestre anterior.

Apesar dos avanços no mercado de trabalho, a informalidade continua representando uma parcela significativa da população ocupada. A taxa ficou em 37,5%, equivalente a cerca de 38,8 milhões de trabalhadores.

Renda do trabalhador

O rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.762, permanecendo relativamente estável no trimestre e apresentando crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,1%.

Fonte: * Vanessa Onci com informações do Correio do Povo
Fotos
Comentários