Prescrição de medicamentos genéricos aumenta 65% em três anos
Mais baratos, remédios genéricos agradam a pacientes, mas médicos ainda desconfiam
Publicado em 06 de julho de 2018
A prescrio de medicamentos genricos no pas aumentou 65% de 2015 a 2018. Mais barata, essa verso de remdios foi prescrita em 34% das 115 milhes de receitas mdicas emitidas entre fevereiro do ano passado e fevereiro deste ano. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, na sede da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (Anvisa), durante a divulgao do balano de 18 anos do primeiro registro de medicamento genrico do Brasil.
Segundo o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, essa classe farmacolgica representa um ramo impulsionador da economia, alm de ampliar o acesso da populao sade, provocando relevante impacto social. "A poltica de genricos do Brasil foi extremamente efetiva, do ponto de vista de aumentar o acesso e tambm de criar uma indstria farmacutica nacional importante. Relatrio que lanamos sobre o mercado no mbito brasileiro, das dez maiores empresas farmacuticas do pas, apenas uma era de capital nacional. Hoje, a gente tem cinco das dez", afirmou Barbosa, destacando o crescimento de escalas produtivas em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em Gois.
Embora reconhea que o Brasil demorou a iniciar sua produo de genricos, ainda que a medida estivesse prevista em lei, Barbosa disse que o pas tem recuperado os impactos dessa delonga e vem avanando. "Apesar de a gente ter entrado relativamente tarde, quando a gente soma genricos com similares (genricos que esto vinculados a uma marca), estamos nos aproximando dos percentuais histricos de pases que entraram antes na poltica de genricos, como os Estados Unidos e os da Europa."
De acordo com o presidente da Anvisa, os genricos corresponderam a mais de 70% das 4,3 bilhes unidades farmacolgicas produzidas no ano passado. Atualmente, a gama de medicamentos genricos disponvel no mercado bastante ampla, sendo constituda por 6.300 produtos, fabricados por 120 laboratrios diferentes. De 2014 para 2017, o nmero de novas drogas genricas registradas na Anvisa saltou de 146 para 336, um incremento de 130,1%.
Nesse perodo, a Anvisa recebeu 1.830 pedidos de registro, dos quais liberou 1.229 para venda. Alm disso, em 2016 e 2017, ao analisar os padres de qualidade de frmacos que j esto sendo comercializados, mediante o chamado teste de biodisponibilidade ou bioequivalncia, a agncia concluiu que 85,9% da amostragem cumpria as exigncias sanitrias. A partir de 1 de setembro, a fila de registros deve correr mais rapidamente, com uma simplificao do procedimento.
"Quando a empresa protocola um pedido de registro, ela no vai mais ficar um ano at (o pedido) ser analisado. Comear a ser analisado imediatamente. O tempo de anlise vai ser o tempo real, que dura em torno de seis meses, dependendo do grau de completude de informaes que a empresa prestou no dossi", explicou Barbosa. Ele disse que, do ano passado para c, a Anvisa j conseguiu julgar quase todos os 780 requerimentos recebidos, deixando pendentes cerca de 30.
Pacientes aceitam mas mdicos desconfiam
Durante o evento, o presidente da Anvisa destacou que, apesar de ser amplamente aprovado pelos consumidores, o medicamento genrico ainda rejeitado pelos profissionais de sade, e disse que esse preconceito precisa ser vencido. "Em escolas de medicina, ensina-se pouco a ler evidncia cientfica, a saber diferenciar as coisas. Se se perguntar a um mdico como feito o critrio de validao de um genrico, acho que a maioria no vai sequer saber responder, infelizmente. Mas a populao, por outro lado, sabe que o genrico, efetivamente, equivalente ao produto de referncia - tanto que todas as pesquisas de opinio demonstram isso, assim como os dados de venda", afirmou Barbosa.
Ele ressaltou que, em mdia, os genricos tm preos 35% mais baixos do que os remdios de referncia. Segundo a presidente executiva da Associao Brasileira de Medicamentos Genricos (PrGenricos), Telma Salles, embora haja genricos para 90% das patologias, pacientes que tm determinadas doenas, como cncer, ainda precisam recorrer ao medicamento de referncia.
"Para o cncer, a gente ainda precisa. Tem os biossimilares que ainda esto chegando ao Brasil, em comeo de registro na Anvisa, e vamos ter tambm medicamentos de mais complexidade, para ajudar na cura dessas doenas. Mas podemos dizer que, para as doenas que mais acometem a populao, esses produtos (genricos) esto disponveis. Pode-se no encontrar certa molcula, mas pode-se encontrar outra, que substitua aquela e ajude tanto quanto", afirmou.
Segundo o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, essa classe farmacolgica representa um ramo impulsionador da economia, alm de ampliar o acesso da populao sade, provocando relevante impacto social. "A poltica de genricos do Brasil foi extremamente efetiva, do ponto de vista de aumentar o acesso e tambm de criar uma indstria farmacutica nacional importante. Relatrio que lanamos sobre o mercado no mbito brasileiro, das dez maiores empresas farmacuticas do pas, apenas uma era de capital nacional. Hoje, a gente tem cinco das dez", afirmou Barbosa, destacando o crescimento de escalas produtivas em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em Gois.
Embora reconhea que o Brasil demorou a iniciar sua produo de genricos, ainda que a medida estivesse prevista em lei, Barbosa disse que o pas tem recuperado os impactos dessa delonga e vem avanando. "Apesar de a gente ter entrado relativamente tarde, quando a gente soma genricos com similares (genricos que esto vinculados a uma marca), estamos nos aproximando dos percentuais histricos de pases que entraram antes na poltica de genricos, como os Estados Unidos e os da Europa."
De acordo com o presidente da Anvisa, os genricos corresponderam a mais de 70% das 4,3 bilhes unidades farmacolgicas produzidas no ano passado. Atualmente, a gama de medicamentos genricos disponvel no mercado bastante ampla, sendo constituda por 6.300 produtos, fabricados por 120 laboratrios diferentes. De 2014 para 2017, o nmero de novas drogas genricas registradas na Anvisa saltou de 146 para 336, um incremento de 130,1%.
Nesse perodo, a Anvisa recebeu 1.830 pedidos de registro, dos quais liberou 1.229 para venda. Alm disso, em 2016 e 2017, ao analisar os padres de qualidade de frmacos que j esto sendo comercializados, mediante o chamado teste de biodisponibilidade ou bioequivalncia, a agncia concluiu que 85,9% da amostragem cumpria as exigncias sanitrias. A partir de 1 de setembro, a fila de registros deve correr mais rapidamente, com uma simplificao do procedimento.
"Quando a empresa protocola um pedido de registro, ela no vai mais ficar um ano at (o pedido) ser analisado. Comear a ser analisado imediatamente. O tempo de anlise vai ser o tempo real, que dura em torno de seis meses, dependendo do grau de completude de informaes que a empresa prestou no dossi", explicou Barbosa. Ele disse que, do ano passado para c, a Anvisa j conseguiu julgar quase todos os 780 requerimentos recebidos, deixando pendentes cerca de 30.
Pacientes aceitam mas mdicos desconfiam
Durante o evento, o presidente da Anvisa destacou que, apesar de ser amplamente aprovado pelos consumidores, o medicamento genrico ainda rejeitado pelos profissionais de sade, e disse que esse preconceito precisa ser vencido. "Em escolas de medicina, ensina-se pouco a ler evidncia cientfica, a saber diferenciar as coisas. Se se perguntar a um mdico como feito o critrio de validao de um genrico, acho que a maioria no vai sequer saber responder, infelizmente. Mas a populao, por outro lado, sabe que o genrico, efetivamente, equivalente ao produto de referncia - tanto que todas as pesquisas de opinio demonstram isso, assim como os dados de venda", afirmou Barbosa.
Ele ressaltou que, em mdia, os genricos tm preos 35% mais baixos do que os remdios de referncia. Segundo a presidente executiva da Associao Brasileira de Medicamentos Genricos (PrGenricos), Telma Salles, embora haja genricos para 90% das patologias, pacientes que tm determinadas doenas, como cncer, ainda precisam recorrer ao medicamento de referncia.
"Para o cncer, a gente ainda precisa. Tem os biossimilares que ainda esto chegando ao Brasil, em comeo de registro na Anvisa, e vamos ter tambm medicamentos de mais complexidade, para ajudar na cura dessas doenas. Mas podemos dizer que, para as doenas que mais acometem a populao, esses produtos (genricos) esto disponveis. Pode-se no encontrar certa molcula, mas pode-se encontrar outra, que substitua aquela e ajude tanto quanto", afirmou.
Fonte: Bruna Casali/JornalismoBarrilFM com informações EBC
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