Conta de luz pode subir para bancar rombo de R$ 1,4 bilhões no setor elétrico
Aneel abriu audiência pública para decidir sobre revisão do valor no orçamento da CDE
Publicado em 08 de agosto de 2018
At o final de agosto, a Agncia Nacional de Energia Eltrica (Aneel), do Ministrio de Minas e Energia, vai receber propostas para decidir se autoriza o aumento de 4,25% no oramento de um fundo do setor eltrico utilizado, entre outras finalidades, para dar descontos a diversos usurios, entre consumidores de baixa renda e empresas. Na prtica, o aumento vai significar alta na conta de luz, j que a principal fonte de receitas do fundo so os impostos.
A agncia que regula o setor eltrico no pas decidiu nesta tera-feira aprovar a abertura de uma audincia pblica, entre 8 e 28 de agosto, sobre a reviso do oramento da Conta de Desenvolvimento Energtico (CDE), que pode passar de R$ 18,8 bilhes para R$ 19,6 bilhes em 2018. Em 2017, a CDE arrecadou R$ 15,9 bilhes.
Os recursos da CDE so usados para beneficiar diversos consumidores com descontos na conta de energia, como a populao de baixa renda, por meio do programa Tarifa Social.
Os maiores gastos, no entanto, so com descontos para empresas de vrios ramos, como operadores de servios pblicos de gua e esgoto, irrigantes e agricultores. O segundo maior pedao da CDE custeia as termeltrica da regio Norte, chamada de regio "isolada", que no est interligada ao sistema nacional de energia, abastecido principalmente por fontes hideltricas, que so mais baratas. Quem utiliza as chamadas "fontes incentivadas", como elica, solar, biomassa, pequenas centrais hidreltricas (PCHs) e cogerao, tambm recebe descontos.
A reviso do oramento da CDE foi solicitada em julho pela CCEE (Cmara de Comercializao de Energia Eltrica), responsvel por gerir o fundo desde maio de 2017.
Segundo a CCEE, as receitas diminuram em 2018, principalmente, por causa do "aumento dos benefcios tarifrios concedidos aos consumidores de energia de fontes incentivadas". De acordo com os demonstrativos financeiros publicados mensalmente pela CCEE, os gastos com os subsdios a empresas passaram de 375,7 milhes por ms, na mdia, em 2017, para R$ 656,8 milhes mensais neste ano.
O programa para custear combustveis de termeltricas das "regies isoladas" passou de R$ 358 milhes por ms, na mdia, em 2017, para R$ 569 milhes mensais em 2018. J o gasto mensal com o Tarifa Social foi, na mdia, de R$ 135 milhes para R$ 201 milhes entre 2017 e 2018.
A agncia que regula o setor eltrico no pas decidiu nesta tera-feira aprovar a abertura de uma audincia pblica, entre 8 e 28 de agosto, sobre a reviso do oramento da Conta de Desenvolvimento Energtico (CDE), que pode passar de R$ 18,8 bilhes para R$ 19,6 bilhes em 2018. Em 2017, a CDE arrecadou R$ 15,9 bilhes.
Os recursos da CDE so usados para beneficiar diversos consumidores com descontos na conta de energia, como a populao de baixa renda, por meio do programa Tarifa Social.
Os maiores gastos, no entanto, so com descontos para empresas de vrios ramos, como operadores de servios pblicos de gua e esgoto, irrigantes e agricultores. O segundo maior pedao da CDE custeia as termeltrica da regio Norte, chamada de regio "isolada", que no est interligada ao sistema nacional de energia, abastecido principalmente por fontes hideltricas, que so mais baratas. Quem utiliza as chamadas "fontes incentivadas", como elica, solar, biomassa, pequenas centrais hidreltricas (PCHs) e cogerao, tambm recebe descontos.
A reviso do oramento da CDE foi solicitada em julho pela CCEE (Cmara de Comercializao de Energia Eltrica), responsvel por gerir o fundo desde maio de 2017.
Segundo a CCEE, as receitas diminuram em 2018, principalmente, por causa do "aumento dos benefcios tarifrios concedidos aos consumidores de energia de fontes incentivadas". De acordo com os demonstrativos financeiros publicados mensalmente pela CCEE, os gastos com os subsdios a empresas passaram de 375,7 milhes por ms, na mdia, em 2017, para R$ 656,8 milhes mensais neste ano.
O programa para custear combustveis de termeltricas das "regies isoladas" passou de R$ 358 milhes por ms, na mdia, em 2017, para R$ 569 milhes mensais em 2018. J o gasto mensal com o Tarifa Social foi, na mdia, de R$ 135 milhes para R$ 201 milhes entre 2017 e 2018.
Fonte: Bruna Casali/JornalismoBarrilFM com informações CP
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