Operação busca recuperar R$ 20 milhões em impostos fraudados por empresa de vestuário
Grupo varejista tem de Farroupilha tem 22 estabelecimentos no RS e em SC
Publicado em 04 de setembro de 2018
Uma operao, desencadeada nesta tera-feira, busca garantir o ressarcimento de cerca de R$ 20 milhes de Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS) do fisco gacho. Segundo as investigaes, uma empresa de vesturio com 22 estabelecimentos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina teria sonegado o imposto desde o incio da dcada e criado empresas fantasmas para lavar o dinheiro.
A ao, batizada de Textilhaus (casa txtil em alemo), est sendo realizada pela Receita Estadual, Ministrio Pblico e Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e cumpre sete mandados de busca e apreenso em Farroupilha, na Serra gacha, e em Tubaro e Laguna, em Santa Catarina, com auxlio da Brigada Militar. A operao busca mapear as atividades do grupo familiar para identificar a dimenso da fraude fiscal. Alm disso, a ofensiva pretende fazer um levantamento de todos os bens blindados que possam servir como garantia para o pagamento das dvidas tributrias ao final do processo penal.
As investigaes da Receita Estadual apontaram que o grupo familiar responsvel por uma rede varejista de confeces de Farroupilha que depois expandiu para Santa Catarina devia mais de R$ 5 milhes referentes a autuaes por irregularidades envolvendo devolues fraudulentas de mercadorias. Apesar do parcelamento das dvidas, a empresa no realizou os pagamentos e, aps mais de 30 execues fiscais e uma ao cautelar julgada procedente - todas ajuizadas pela PGE - com indisponibilidade de recebveis e penhora de bens -, migraram a gesto das atividades da empresa para SC.
Mesmo com as alteraes, o grupo continuou sonegando impostos: primeiramente pela postura de devedor contumaz (declara o imposto, porm no o paga), seguida do comportamento atual de omisso total das operaes das lojas do grupo no Rio Grande do Sul.
Empresas fantasmas e blindagem patrimonial
Para manter as atividades, o grupo possui oito empresas inscritas em nome de familiares e laranjas e pratica blindagem patrimonial, para no pagar os valores fraudados. Com o objetivo de frustrar as aes de execuo fiscal, o dinheiro das compras realizadas com carto de crdito ou dbito lavado por meio de uma empresa de cobrana extrajudicial com sede em Santa Catarina. O prejuzo estimado, at o momento da deflagrao da operao, em mais de R$ 20 milhes.
A ao, batizada de Textilhaus (casa txtil em alemo), est sendo realizada pela Receita Estadual, Ministrio Pblico e Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e cumpre sete mandados de busca e apreenso em Farroupilha, na Serra gacha, e em Tubaro e Laguna, em Santa Catarina, com auxlio da Brigada Militar. A operao busca mapear as atividades do grupo familiar para identificar a dimenso da fraude fiscal. Alm disso, a ofensiva pretende fazer um levantamento de todos os bens blindados que possam servir como garantia para o pagamento das dvidas tributrias ao final do processo penal.
As investigaes da Receita Estadual apontaram que o grupo familiar responsvel por uma rede varejista de confeces de Farroupilha que depois expandiu para Santa Catarina devia mais de R$ 5 milhes referentes a autuaes por irregularidades envolvendo devolues fraudulentas de mercadorias. Apesar do parcelamento das dvidas, a empresa no realizou os pagamentos e, aps mais de 30 execues fiscais e uma ao cautelar julgada procedente - todas ajuizadas pela PGE - com indisponibilidade de recebveis e penhora de bens -, migraram a gesto das atividades da empresa para SC.
Mesmo com as alteraes, o grupo continuou sonegando impostos: primeiramente pela postura de devedor contumaz (declara o imposto, porm no o paga), seguida do comportamento atual de omisso total das operaes das lojas do grupo no Rio Grande do Sul.
Empresas fantasmas e blindagem patrimonial
Para manter as atividades, o grupo possui oito empresas inscritas em nome de familiares e laranjas e pratica blindagem patrimonial, para no pagar os valores fraudados. Com o objetivo de frustrar as aes de execuo fiscal, o dinheiro das compras realizadas com carto de crdito ou dbito lavado por meio de uma empresa de cobrana extrajudicial com sede em Santa Catarina. O prejuzo estimado, at o momento da deflagrao da operao, em mais de R$ 20 milhes.
Fonte: Bruna Casali / JornalismoBarrilFM com informações CP
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