Reduzir quantidade de açúcar em produtos industrializados é o desafio das empresas brasileiras
Publicado em 01 de dezembro de 2018
O conceito de alimento e o papel dos industrializados na alimentao atual voltou ao centro do debate nessa semana, aps a assinatura de um importante acordo entre o governo brasileiro e grandes empresas. O desafio assumido a reduo em 144 mil toneladas do acar presente em alimentos industrializados e altamente consumidos no Brasil at 2022.
Este acar um dos principais motores do comrcio global e seus efeitos negativos tornam-se cada vez mais evidentes aos consumidores. Estamos gradativamente melhorando a sade da nossa populao, diz o ministro da Sade, Gilberto Occhi. Dentro do que a OMS (Organizao Mundial da Sade) recomenda, vamos buscar sempre que o cidado tenha informao e, gradativamente, com a reduo do nvel de acar desses alimentos, eles se tornaro mais saudveis.
Assinaram o acordo o Ministrio da Sade, a Anvisa que far o monitoramento , a Associao Brasileira das Indstrias da Alimentao (Abia), a Associao Brasileira das Indstrias de Refrigerantes e de Bebidas no Alcolicas, a Associao Brasileira das Indstrias de Biscoitos, Massas Alimentcias e Pes e Bolos Industrializados e a Associao Brasileira de Laticnios.
O real interesse das entidades demonstrar publicamente seu compromisso de enderear as demandas dos consumidores. evidente que a indstria est ciente da crescente preocupao de seu pblico com temas relacionados sade e alimentao saudvel, destaca o endocrinologista Rodrigo Bomeny.
Cada vez mais, discute-se na mdia que acar em excesso est associado a doenas crnicas. Nesse sentido, natural que as pessoas comecem a buscar produtos com reduo de acar e que as empresas se comprometam com essa entrega, associando sua imagem promoo de sade e bem-estar, refora.
De acordo com o Ministrio da Sade, os brasileiros consomem, em mdia, 80 gramas de acar por dia 18 colheres de ch. A maior parte (64%) de acar adicionado ao alimento. Os outros 36% so de acares presentes nos industrializados. A meta reduzir o consumo para 50 gramas por dia, o equivalente a 12 colheres de ch de acar.
Porcentagens de reduo
O acordo firmado com a indstria brasileira engloba cinco categorias de produtos que tm a maior quantidade de acar consumida pela populao: bebidas aucaradas, biscoitos, bolos e misturas, achocolatados e produtos lcteos. As metas sero monitoradas a cada dois anos.
At 2022, os bolos reduziro at 32,4%; as misturas para bolos, 46,1%; as bebidas aucaradas, 33,8%; os produtos lcteos, 53,9%; os achocolatados, 10,5%; e os biscoitos, 62,4%. Como a adeso voluntria, o descumprimento no acarreta medidas punitivas s empresas. Parece ser mais uma reduo de danos do que uma promoo alimentao saudvel. uma medida que de fato no contribui para a mudana de hbitos, critica Bomeny.
Desde o ano de 2007, vrios acordos com a indstria foram firmados para tornar os alimentos mais saudveis. Primeiro, a reduo de gordura trans, depois, do sal. Levando-se em considerao que a recomendao vigente na dcada de 1990 pela Associao Americana de Cardiologia era que as pessoas deveriam consumir mais acar (inclusive doces e refrigerantes), com a finalidade de diminuir o consumo de gordura saturada, podemos considerar que essa mudana de pensamento, mesmo que parcial, positiva.
Entretanto, importante ressaltar que o acordo estabelece que o acar seja retirado sem substituio por adoante ou gordura. Ou seja, a reduo de acares totais no significa, necessariamente, reduo de carboidratos. Assim, pode haver substituio por outro carboidrato, desde que no seja adoante, como maltodextrina e amido.
Alm disso, diversos dos produtos mais vendidos no pas, inclusive os mais consumidos por crianas, no sofrero alteraes, explica o endocrinologista, que tambm diretor cientfico da Associao Brasileira Low Carb (ABLC). Segundo ele, a ABLC uma instituio sem fins lucrativos que visa disseminao do conhecimento cientfico sobre uma alimentao saudvel e baixa em carboidratos.
Este acar um dos principais motores do comrcio global e seus efeitos negativos tornam-se cada vez mais evidentes aos consumidores. Estamos gradativamente melhorando a sade da nossa populao, diz o ministro da Sade, Gilberto Occhi. Dentro do que a OMS (Organizao Mundial da Sade) recomenda, vamos buscar sempre que o cidado tenha informao e, gradativamente, com a reduo do nvel de acar desses alimentos, eles se tornaro mais saudveis.
Assinaram o acordo o Ministrio da Sade, a Anvisa que far o monitoramento , a Associao Brasileira das Indstrias da Alimentao (Abia), a Associao Brasileira das Indstrias de Refrigerantes e de Bebidas no Alcolicas, a Associao Brasileira das Indstrias de Biscoitos, Massas Alimentcias e Pes e Bolos Industrializados e a Associao Brasileira de Laticnios.
O real interesse das entidades demonstrar publicamente seu compromisso de enderear as demandas dos consumidores. evidente que a indstria est ciente da crescente preocupao de seu pblico com temas relacionados sade e alimentao saudvel, destaca o endocrinologista Rodrigo Bomeny.
Cada vez mais, discute-se na mdia que acar em excesso est associado a doenas crnicas. Nesse sentido, natural que as pessoas comecem a buscar produtos com reduo de acar e que as empresas se comprometam com essa entrega, associando sua imagem promoo de sade e bem-estar, refora.
De acordo com o Ministrio da Sade, os brasileiros consomem, em mdia, 80 gramas de acar por dia 18 colheres de ch. A maior parte (64%) de acar adicionado ao alimento. Os outros 36% so de acares presentes nos industrializados. A meta reduzir o consumo para 50 gramas por dia, o equivalente a 12 colheres de ch de acar.
Porcentagens de reduo
O acordo firmado com a indstria brasileira engloba cinco categorias de produtos que tm a maior quantidade de acar consumida pela populao: bebidas aucaradas, biscoitos, bolos e misturas, achocolatados e produtos lcteos. As metas sero monitoradas a cada dois anos.
At 2022, os bolos reduziro at 32,4%; as misturas para bolos, 46,1%; as bebidas aucaradas, 33,8%; os produtos lcteos, 53,9%; os achocolatados, 10,5%; e os biscoitos, 62,4%. Como a adeso voluntria, o descumprimento no acarreta medidas punitivas s empresas. Parece ser mais uma reduo de danos do que uma promoo alimentao saudvel. uma medida que de fato no contribui para a mudana de hbitos, critica Bomeny.
Desde o ano de 2007, vrios acordos com a indstria foram firmados para tornar os alimentos mais saudveis. Primeiro, a reduo de gordura trans, depois, do sal. Levando-se em considerao que a recomendao vigente na dcada de 1990 pela Associao Americana de Cardiologia era que as pessoas deveriam consumir mais acar (inclusive doces e refrigerantes), com a finalidade de diminuir o consumo de gordura saturada, podemos considerar que essa mudana de pensamento, mesmo que parcial, positiva.
Entretanto, importante ressaltar que o acordo estabelece que o acar seja retirado sem substituio por adoante ou gordura. Ou seja, a reduo de acares totais no significa, necessariamente, reduo de carboidratos. Assim, pode haver substituio por outro carboidrato, desde que no seja adoante, como maltodextrina e amido.
Alm disso, diversos dos produtos mais vendidos no pas, inclusive os mais consumidos por crianas, no sofrero alteraes, explica o endocrinologista, que tambm diretor cientfico da Associao Brasileira Low Carb (ABLC). Segundo ele, a ABLC uma instituio sem fins lucrativos que visa disseminao do conhecimento cientfico sobre uma alimentao saudvel e baixa em carboidratos.
Fonte: Bruna Casali / Jornalismo/BarrilFM com informações CP
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