Brasil enfrenta superlotação carcerária e epidemia de violência doméstica, diz Human Rights
Relatório analisa situação dos direitos humanos em 90 países. Diretor da ONG diz que Bolsonaro é exemplo de governante autoritário. Planalto foi procurado, mas não ainda não se manifestou.rn
Publicado em 17 de janeiro de 2019
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O Brasil enfrenta uma epidemia de violncia domstica e a superlotao do sistema carcerrio, aponta a ONG Human Rights Watch. Nesta quinta-feira (17), a ONG divulgou os resultados de um relatrio anual sobre problemas no respeito aos direitos humanos em 90 pases.

O estudo destaca o problema da violncia generalizada contra as mulheres no Brasil. Ele indica que a polcia no investiga devidamente milhares de casos de agresses, de maneira que muitos dos responsveis no so processados. No fim de 2017, mais de 1,2 milhes de casos estavam pendentes nos tribunais

O diretor para a diviso das Amricas da Human Rights Watch, Jos Miguel Vivanco, denunciou ao Bom Dia Brasil uma epidemia de violncia contra a mulher. Segundo ele, a Lei Maria da Penha, de 2006, uma das melhores do mundo para combater esse tipo de violncia, mas a estrutura precria no consegue fazer com que ela seja aplicada como deveria.

Em todo o pas, onde vivem mais de 200 milhes de habitantes, o nmero de casas que oferecem acolhimento para as mullheres vtimas de violncia caiu de 93 para 74.

Sistema carcerrio lotado
A Human Rights Watch destacou que, em junho de 2016, mais de 726 mil pessoas estavam presas no Brasil. Porm, o sistema carcerrio s tinha capacidade para abrigar a metade deles. No fim de 2018, o nmero de presos subiu para 842 mil.

Alm da superlotao, o estudo aponta que menos de 15 % dos presos estudam ou trabalham. A assistncia mdica para os encarcerados frequentemente deficitria.

Na avaliao da ONG, essas falhas no sistema carcerrio aliadas deficincia no nmero de agentes penitencirios tornam impossvel que o estado brasileiro mantenha controle sobre as prises.

Homicdios
O nmero de assassinatos tambm chamou a ateno da ONG. Em 2017, o nmero de homicdios bateu recorde: 64 mil. Porm, apenas 12 mil foram denunciados pelo Ministrio Pblico. Entre as vtimas de homicdios no esclarecidos, o relatrio cita a vereadora Marielle Franco e o seu motorista, Anderson Gomes.

A violncia policial tambm aumentou. Em 2018, no Rio de Janeiro, as mortes causadas por policiais aumentaram 44% em relao ao mesmo perodo do ano anterior.
Fonte: G1
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