O cantor e compositor gaúcho Pedro Ortaça morreu na madrugada desta sexta-feira, 29, aos 83 anos, em Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul. O músico estava hospitalizado e enfrentava problemas vasculares e diabetes. Conforme familiares, ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias.
Natural de São Luiz Gonzaga, na Região das Missões, onde nasceu em 29 de junho de 1942, Pedro Ortaça tornou-se um dos maiores nomes da música tradicionalista gaúcha e referência da cultura missioneira.
Ao longo da carreira, eternizou composições marcadas pela valorização das raízes gaúchas e da identidade regional. Entre suas músicas mais conhecidas estão “Timbre de Galo”, “Bailanta do Tibúrcio”, “Companheira”, “Queixo Duro”, “Guasca”, “Ronco da Oito Baixos”, “Lobisome Esperto” e “Correndo Pelado”.
Pedro Ortaça também deixou um legado familiar na música regional. Ele era pai dos cantores tradicionalistas Gabriel Ortaça, Alberto Ortaça e Marianita Ortaça.
O artista integrava o grupo conhecido como “Troncos Missioneiros”, ao lado de Jayme Caetano Braun, Noel Guarany e Cenair Maicá, nomes históricos da música nativista gaúcha. O termo ganhou notoriedade após o lançamento do disco coletivo “Troncos Missioneiros”, em 1988, considerado um marco da cultura regional das Missões.
A morte de Pedro Ortaça gerou manifestações de pesar entre músicos, tradicionalistas e admiradores da cultura gaúcha em todo o Estado.