Casos graves de síndrome respiratória já causaram 26 mortes no Estado
Maioria dos óbitos ocorreu entre pessoas não vacinadas contra a gripe, segundo a Vigilância em Saúde
Publicado em 18 de junho de 2026
Compartilhar
A- A A+

Rio Grande já contabiliza 26 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, 17 das vítimas eram idosos com 60 anos ou mais, enquanto outras nove tinham entre 18 e 59 anos.

A SRAG é uma condição respiratória grave que geralmente se inicia com sintomas gripais e pode evoluir para quadros de falta de ar, desconforto respiratório, dor persistente no tórax e redução da saturação de oxigênio. Entre os principais vírus causadores da doença estão Influenza, Covid-19, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus.

Além dos óbitos, o município apresenta índices de hospitalização superiores aos registrados na região e no Estado. Atualmente, são 116,7 internações por SRAG para cada 100 mil habitantes. O número supera a taxa da área de abrangência da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, que registra 52,02 hospitalizações por 100 mil habitantes, além da média estadual, de 57,3 internações para cada 100 mil habitantes.

Segundo a superintendente da Atenção Especializada da Secretaria Municipal da Saúde, Debora Rodrigues, os pacientes com quadros respiratórios graves são atendidos principalmente no Hospital Universitário da Furg (HU-Furg) e na Santa Casa de Rio Grande.

Apesar do aumento da procura por atendimento nos últimos meses, a rede municipal de saúde não enfrenta superlotação relacionada aos casos respiratórios.

“Não temos pacientes por síndrome respiratória aguardando leito nas UPAs do município. O que temos é três pacientes à espera de leito de enfermaria clínica por outras doenças. Temos um cenário estável no momento”, afirmou.

Influenza lidera casos graves

Entre os vírus identificados nos pacientes hospitalizados, a Influenza é a principal responsável pelos casos graves registrados em Rio Grande neste ano. Até o momento, foram confirmados 48 casos associados ao vírus da gripe, número superior aos registros relacionados à Covid-19, ao Vírus Sincicial Respiratório e ao Metapneumovírus.

A chefe da Vigilância em Saúde de Rio Grande, Michele Menezes, destaca que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença.

“É importante reforçar a vacinação para Influenza, pois é a medida mais eficaz. A maioria dos óbitos não estava vacinada”, ressaltou.

Os números apontam uma circulação mais intensa da gripe em comparação ao ano passado. Em todo o ano de 2025 foram registradas 47 hospitalizações por Influenza, enquanto apenas no primeiro semestre de 2026 já foram contabilizados 48 casos graves.

Cobertura vacinal preocupa autoridades

O avanço dos casos ocorre em meio à baixa adesão à campanha de vacinação entre os grupos prioritários. Segundo a Secretaria da Saúde, a cobertura vacinal entre idosos alcança 55,6%. Entre as gestantes, o índice é de 40%, enquanto entre crianças de seis meses a menores de seis anos chega a 37,3%.

A cobertura geral dos públicos prioritários está em 57,3%, percentual ainda distante da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Os idosos continuam sendo o grupo mais afetado pelas formas graves da doença, concentrando a maior parte das internações e mortes por SRAG. As crianças menores de cinco anos também figuram entre os grupos com maior número de hospitalizações.

“As crianças estão super abaixo da meta”, alertou Michele Menezes.

Para ampliar a imunização, quatro unidades de saúde manterão atendimento em horário estendido até o final de julho: Parque Marinha, Rita Lobato, Profilurb e Vila da Quinta.

Nas demais Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a vacinação segue disponível das 8h às 17h. Para receber a dose, é necessário apresentar documento com foto e carteira de vacinação ou o aplicativo Cartão SUS.

 

 

 

 

 

Foto: Divulgação SES

Fonte: * Vanessa Onci com informações da GZH
Fotos
Comentários