Governo avalia encerrar subsídios aos combustíveis após avanço de acordo de paz no Oriente Médio
Governo vê cenário favorável para encerrar incentivos criados durante período de instabilidade no mercado internacional de petróleo
Publicado em 18 de junho de 2026
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo federal poderá encerrar as subvenções concedidas aos combustíveis caso avancem as negociações para o fim do conflito entre Irã e Estados Unidos. Segundo ele, a equipe econômica acompanhará os reflexos da queda da cotação internacional do petróleo sobre os preços praticados no Brasil antes de definir o momento adequado para retirar os incentivos.

A declaração foi feita após audiência conjunta das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

De acordo com o ministro, a redução dos preços dos combustíveis observada nos últimos meses poderá ganhar força caso o cessar-fogo anunciado recentemente contribua para uma nova queda no valor do petróleo no mercado internacional.

“A gente tem visto que o preço do combustível tem caído no Brasil. Espero que agora, com esse cessar-fogo que foi recentemente anunciado, a gente siga com a diminuição do preço do petróleo, fazendo com que a inflação diminua com a redução do preço dos combustíveis”, afirmou Durigan.

Apesar da sinalização, o ministro destacou que o governo seguirá monitorando o cenário econômico antes de tomar uma decisão definitiva.

“Vamos monitorar, mas a tendência é acabar os subsídios”, acrescentou.

Medidas foram adotadas para conter impactos da guerra

As subvenções aos combustíveis foram implementadas pelo governo como forma de minimizar os efeitos da instabilidade no Oriente Médio sobre a economia brasileira. O objetivo foi evitar que a alta do petróleo no mercado internacional fosse integralmente repassada aos preços da gasolina e do diesel, reduzindo os impactos sobre a inflação e o custo de vida da população.

Segundo o Ministério da Fazenda, a estratégia ajudou a conter a pressão inflacionária em um período marcado pela volatilidade dos preços internacionais da energia.

Com a perspectiva de redução das tensões geopolíticas e de queda nos preços do petróleo, a equipe econômica avalia que as condições que justificaram a adoção dos subsídios podem deixar de existir nos próximos meses.

Inflação e responsabilidade fiscal preocupam governo

Durante a audiência na Câmara, Durigan também ressaltou que o controle da inflação continua sendo uma preocupação global e defendeu a manutenção da estabilidade econômica, especialmente em um ano eleitoral.

O ministro demonstrou preocupação com a aprovação de propostas que possam elevar os gastos públicos e comprometer o equilíbrio das contas do governo.

“Destaco aqui da audiência pública a necessidade e a importância da gente manter estabilidade num ano de eleições. É importante que a gente valorize essa nossa interlocução, porque não tem como a gente avançar de outra forma”, declarou.

A equipe econômica seguirá acompanhando os desdobramentos do cenário internacional e o comportamento dos preços dos combustíveis para decidir sobre a continuidade ou não das medidas de apoio ao setor.

 

 

 

 

 

Foto:  Freepik

Fonte: * Vanessa Onci com informações do O Sul
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